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A União do Brasil passa pela diversidade

Enquanto os radicais debatem pautas ideológicas, transpirando sob o calor do extremismo, os verdadeiros problemas do país não são atacados

11 outubro 2021

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A polarização política em nosso país, com o aumento das divergências e protagonismo dos extremos, não significa que a sociedade esteja dividida entre os radicais. Podemos dizer que esses grupos são aqueles que se manifestam com maior frequência na defesa da sua agenda ou no ataque à outra face da mesma moeda.

Porém, existe uma maioria silenciosa, não histérica e moderada, que aguarda ansiosamente seu momento para realizar a maior das manifestações: o voto. Esse conjunto está sedento por ideias, pela elevação dos níveis dos debates, cansado das fakes news e debates infrutíferos nas redes sociais, que se tornaram um verdadeiro Coliseu, símbolo do Império Romano onde ocorriam combates de gladiadores.

Enquanto os radicais debatem pautas ideológicas, transpirando sob o calor do extremismo, os verdadeiros problemas do país não são atacados. No contexto atual, esse teatro, essa cortina de fumaça, visa apenas a manutenção no poder e uma tentativa de evitar o surgimento de uma terceira via. Quem defende a democracia sabe que ela depende também de partidos fortes e consolidados. Além, é claro, da alternância de poder. E, para nós, a democracia é um valor inegociável.

A criação do novo partido, União Brasil 44, fruto da fusão entre Democratas e PSL, é um processo natural e esperado, desde quando o Congresso Nacional aprovou o fim das coligações proporcionais, em 2017. Nas eleições municipais, que serviram de termômetro, um levantamento feito pelo G1, com base nos resultados das disputas em mais de 5 mil municípios, mostrou que, em 73% das cidades pesquisadas houve redução no número de partidos com representação nas Câmaras de Vereadores.

Como diz um ditado popular, “quem chega primeiro, bebe água limpa”. A fusão entre Democratas e PSL faz o União Brasil 44 chegar primeiro e ter vantagens competitivas na próxima eleição. Um superpartido que nasce sendo o maior do Brasil, que tem como objetivo unir os brasileiros e ser referência em eficiência e entrega de resultados.

Como disse o presidente do Democratas e secretário geral do União Brasil, ACM Neto: “A ideia de ter um novo partido é exatamente para trazer uma mensagem ao país. Hoje, enxergamos que a grande maioria dos brasileiros que não se identificam com esse quadro de polarização quer que deixemos de lado as brigas, os tensionamentos, os radicalismos e extremos. Quer um país em união.” Os brasileiros estão preocupados e querem respostas efetivas para os problemas reais do país.

De acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nosso país tem 14,8 milhões de trabalhadores desempregados, previsão de inflação de 8,51% para o ano. Segundo o Boletim Focus, a escassez hídrica, tem gerado aumento na conta de luz, aumento do preço dos combustíveis e gás de cozinha, e uma insegurança alimentar que atinge 23,5% da população brasileira, de acordo o mais recente relatório da Organização da ONU para Agricultura e Alimentação. Somado a tudo isso, sofremos muito com mais de 600 mil mortes por covid-19. São vidas que poderiam ter sido salvas, em sua esmagadora maioria, se não fosse o negacionismo que ainda resiste.

É importante, também, compreendermos que o país enfrenta problemas seculares, dívidas históricas impagáveis, mas, que podem e devem ser enfrentadas através de políticas públicas efetivas e não apenas desenvolvidas nas zonas periféricas das políticas nacionais. A população brasileira é representada por 55% de negros (pretos e pardos) e ainda assim vivemos em um país onde o racismo é estrutural, onde apenas 30% dos cargos de gerência são ocupados por negros, onde 76% das pessoas mortas em ações policiais são negros, onde apenas 24% dos deputados federais eleitos são negros, onde 71% das mortes por assassinato são de negros, onde 64% da população carcerária são negros, onde apenas 9% dos juízes de tribunal superior são negros, onde a renda média mensal de brancos é de R$ 2.796 e a dos negros é de R$ 1.608, de acordo com dados do Ipea, CNJ, IBGE e Ministério da saúde.

O Brasil é pelo 12º ano consecutivo o país que mais assassina transexuais no mundo, de acordo o Dossiê Assassinatos e Violência Contra Transexuais e Travestis Brasileiras em 2020 — Antra. Em comparação com os Estados Unidos, por exemplo, as trans brasileiras correm um risco 12 vezes maior de sofrer morte violenta do que as estadunidenses.

De acordo com relatório do Grupo Gay da Bahia, GGB, um homossexual é morto a cada 28 horas no país por conta da homofobia e cerca de 70% dos casos dos assassinatos de pessoas LGBTI+ ficam impunes, o mesmo relatório aponta que a taxa de jovens LGBTI+ que tentam se suicidar é significantemente superior à dos jovens heterossexuais.

A Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil, de 2016, apontou que 73% dos e das estudantes LGBTI+ já relataram terem sido agredidos verbalmente e outros 36% fisicamente. 58,9% dos alunos que sofrem agressão verbal faltaram às aulas pelo menos uma vez ao mês. As políticas contra a homofobia, assim como contra o racismo, não devem ser ignoradas no ambiente escolar.

Os Povos Indígenas, que desde a colonização portuguesa das Américas vem sofrendo com o genocídio, enfrentam a todo momento violações de direitos. Segundo a Funai, a população indígena em 1500 era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. No último censo do IBGE, de 2010, o Brasil tinha 896,9 mil indígenas. O desmatamento dos territórios, a violência contra os povos isolados, o risco de etnocídio (extermínio da cultura) e genocídio (extermínio do povo) dos povos isolados, os assassinatos de lideranças, a falta de políticas de permanência nas faculdades, são algumas das violações constantes.

O Programa-manifesto do União Brasil em seu em seu princípio 10 definiu “Firme posicionamento contra qualquer espécie de discriminação e preconceito, quanto à religião, sexo, raça, orientação sexual ou qualquer outra particularidade da condição humana. A fecunda manifestação de nossas diversidades de ser valorizada e estimulada, com a promoção permanente dos valores fundamentais da tolerância, do respeito mútuo e da solidariedade”.

Nós, do Diversidade Democratas, que nascemos sob o signo da liberdade, somos totalmente contra os extremos. Acreditamos que política se faz com diálogo e não com gritos. Acreditamos que para os problemas serem enfrentados é necessário reconhecer sua existência. Acreditamos no Brasil e temos fé no povo brasileiro. Acreditamos, apesar do atual momento, que é possível unir o Brasil.

*Bruno Alves
Administrador. Formado pela Faculdade da Cidade do Salvador – FCS. Especialista em Gestão Pública. Acadêmico de Direito. Coordenador Nacional do Diversidade Democratas.

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