Democratas A Diversidade é a Cara do Brasil - Democratas

A Diversidade é a Cara do Brasil

Bruno Alves, Coordenador do Democratas Diversidade

11 abril 2021

Compartilhe

A institucionalização de um órgão destinado à promoção de políticas voltadas ao combate do racismo e todas as formas de preconceito, à proteção das minorias e à oposição às desigualdades sociais e econômicas demonstra nossa preocupação em enfrentar problemas que são prioritários para o desenvolvimento do Brasil.

Para dar certo, o país precisa respeitar sua diversidade e compreender, definitivamente, que existe um desequilíbrio no ponto de partida que deve ser trabalhado e não ignorado. A meritocracia sem amparo em um ponto de partida justo é ineficiente para alcançarmos o desenvolvimento social e econômico que tanto almejamos.

E é importante destacar que esse caminho não começou hoje. O Democratas realizou contribuições importantes para diminuir a desigualdade socioeconômica do país. A exemplo do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza – proposto pelo então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães – que, à época, teve seus recursos aplicados em ações suplementares de nutrição, habitação, saúde, educação, reforço de renda familiar e outros programas de relevante interesse social, e voltados para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

No livro “Minha Formação” do abolicionista Joaquim Nabuco escrito no final do século XIX, aproximadamente uma década após a abolição da escravidão no Brasil, Nabuco disse: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”.

Essa característica perversa se apresenta em diversas formas e a falsa narrativa de democracia racial é um freio de mão puxado para o desenvolvimento de políticas públicas que sejam realmente efetivas para a população negra. Combater o racismo em todas as suas formas e apresentar soluções para problemas que foram naturalizados deve ser um elo de união entre todos.

Em novembro de 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que colocam o Brasil em nono lugar no ranking de países mais desiguais do mundo. Já em relação às mortes causadas por feminicídio, outra frente importante de combate, o país pula para quinto lugar.

Quando falamos em violência contra pessoas LGBT, um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que entre 2015 e 2017, foram registradas cerca de 24.500 notificações sobre violência interpessoal ou autoprovocada. O número corresponde a 22 atos contabilizados por dia: quase um a cada hora. Dados que colocam o Brasil no topo dos países onde mais se mata LGBTs. E nós não podemos ser omissos com essa situação.

Eu me sinto muito honrado em ser indicado pelo presidente nacional do partido, ACM Neto, para liderar esse processo e contribuir com uma pauta tão importante, e pela qual sou profundamente ligado. Nós não temos tempo a perder, existe uma potência reprimida que quer mostrar sua força, seu talento e colaborar para a construção de um país livre. Um país que tenha a capacidade de reconhecer sua diversidade como solução, e não como problema.

O Diversidade Democratas surge em respeito ao Estado Democrático de Direito. E nós, democratas, temos como primazia a defesa das liberdade individuais. Desta forma, não podemos deixar, de maneira alguma, que a menor das minorias, o indivíduo, tenha sua liberdade cerceada. Desde a sua concepção, e ao longo da sua vida.

Voltar

Receba nossas novidades por email