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Prefeituras do Rio de Janeiro e Salvador devem manter medidas restritivas para conter pandemia

19 março 2021

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), indicou que pode prorrogar o lockdown parcial na cidade. O prazo para encerrar as medidas mais restritivas na cidade termina às 5h da próxima segunda-feira (22). Segundo ele, diante das estatísticas, o ideal é que o lockdown fosse prorrogado.

“Minha posição é pela prorrogação das medidas em vigor. É óbvio que nós vamos discutir, mas diante do cenário que nós estamos enfrentamos, com a soma de mais problemas, não há outra decisão a ser tomada”, disse o prefeito durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (19). A decisão definitiva será tomada a partir de uma reunião com prefeitos das cidades da Região Metropolitana de Salvador e o governador Rui Costa.

A média de espera na fila da regulação para um leito de covid-19, em especial os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é de 48 horas na capital baiana. Na manhã desta sexta-feira (19), Bruno Reis indicou que 114 pessoas aguardavam para um leito, sendo 61 de UTI.

Além disso, há preocupação com a pouca quantidade de respiradores, assim como um possível desabastecimento de insumos. “Temos dois graves problemas em curso, um de oxigênio na Bahia, não é em Salvador, mas é um problema nas regiões mais distantes na Bahia. E nós sabemos que, depois, é a capital que acaba dando o apoio maior, porque é aonde tem estrutura maior. […] E estamos aí com um problema desabastecimento de um medicamento crucial para intubação”, destaca o prefeito.

 

Rio

Em coletiva com a imprensa, o prefeito Eduardo Paes (DEM) (foto) disse que, para além do fechamento das praias — anunciado nesta sexta-feira (19) —, vai “aumentar bastante as restrições na cidade na semana que vem”. Ele não detalhou quais medidas tomará.

Paes pediu ainda que se retomem “as redes de solidariedade” observadas no início da pandemia. “É o momento de ficar em casa”, destacou. Segundo o prefeito, “o avançar da epidemia está nos deixando em uma situação mais difícil”. O atendimento na urgência e na emergência de pessoas com sintomas de Covid cresceu 25% no começo de fevereiro em relação a meados de janeiro.

“Ou nós temos consciência daquilo que nós estamos vivendo e respeitamos as vidas, ou nós vamos viver uma situação inadministrável nos próximos dias. Eu faço este apelo à população carioca. É uma medida dura, difícil. Sabemos das dificuldades econômicas”, disse.

Paes fez a ressalva de que a praia “tem menos transmissão que os locais fechados”. “Mas ela é muito simbólica no Rio de Janeiro. Há aqui um esforço de chamar a consciência neste momento”, explicou.

A fiscalização, segundo ele, será feita pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). “Primeiro a gente espera a consciência das pessoas, é a primeira esperança que a gente tem. Depois a gente vai ter as seguranças públicas, as forças policiais para impedir a permanência das praias”, disse.

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